Arquivo de fevereiro \19\UTC 2012
MANIFESTO TRAVESTI
SONHADORA, planeja economizar trocando SKOL por KAISER com o desiderato de comprar um vibrador novo. O atual? Huh, LASTIMOSO, a pilha vazou e ficou cheio de fungos surreais. A essa altura da vida manda o porteiro do prédio (Leão Lobo cover), seu maior confidente (e X-9, veja bem), comprar Private numa banca da rodoviária. Na revista tem aquele catálogo onde vendem o modelo BIG BLACK NINJA TURBO EJACULATOR DELUXE PLUS versão pneumática bivolt, ideal para viagens. Também se amarra naqueles CLASSIFSEX da Private que só mostram assaduras e moitas de pentelho TONYRRÂMICAS, tem pavor de computador. Diz que o mundo está perdido por causa dessas coisas de ENTERNELTE, rapaz fumando droga, matando os pais e pichando muro, muito triste isso.
SE EU FOSSE CAMELÔ…(parte I)
Se eu fosse camelô venderia cortador de unha no ônibus. Escolheria uma linha com muitas curvas no itinerário. Abordaria meus clientes num horário em que o ônibus estivesse com algumas pessoas em pé. Então quando o ônibus fizesse alguma curva fechada e o passageiro se segurasse no ferro, eu daria aquela manjada nas unhas e ofereceria meu produto.
Na abordagem evidenciaria a estética e a higiene, além das vantagens em SEXO DIGITAL.
Aceitaria vale-transporte também, SALVE a economia paralela. Só existem desocupados por pura falta do que fazer ou covardia.
Em breve postarei mais dicas valiosas para você se tornar MUITO RICO por aqui.
E é.
Gilcley nascido e criado numa favela, jogou bola descalço com a molecada da rua. A trilha predominante era o SAMBA, e de vez em quando o Mundico punha um forrózinho de leve. Todos se divertiam e eram relativamente felizes, o CRUZADO não estava tão desvalorizado. Gilcley até aprendeu a tocar surdo, com muita força de vontade. No CONJUNTO MUSICAL PLAYSSAMBA. Mas quando eles conseguiram se apresentar não apareceu ninguém, nessa época não tava legal pro samba, o Luís Carlos tinha saído do RAÇA NEGRA pra fazer CHARM ROMÂNTICO. Nem deu certo a incursão de Gilcley no samba.
O tempo passou, a favela agora era COMUNIDADE, e o som que mandava era MIAMI BASS, o batuque que todos teimam em chamar de FÂNQUI. Gilcley, sempre influenciável aderiu de CORPO & ALMA ao tal MOVIMENTO(?) FÂNQUI. Batia bundinha, andava sem cueca com o cofre de fora, era a filosofia TCHOTCHOMÉRI. Fazia até umas rimas, todas terminadas em “AR” ou “ÃO”. O cabelo enroladinho & brilhoso cheio de NEUTROX® fazia sucesso com as mocinhas que usavam HENÊ PELÚCIA®. Era o EMICÍ GIL que nunca fez show por que não tinha DIDJEI. Mas a onda FÂNQUI passou, o Bonde do Tigrão não pagou jabá pras rádios lançarem mais nenhum sucesso. Alguma nova onda tinha que surgir, havia um recesso CULTURAL na comunidade.
Até que apareceu o RIPIRRÓPI, parecido com o FÂNQUI, mas com algo a mais, ATITUDE. Tipo o XALIBRÁU, tá ligado? E letras que falavam dos problemas da comunidade, da violência, que o CRIME não é o CREME, bater de frente com PEÊME, essas paradas. A comunidade mudou de nome, agora era QUEBRADA. Gilcley não iria ficar fora dessa, raspou a cabeça pra ficar SINISHTHRO, pendurou um CEDÊ no pescoço, descolou um blusão gigantesco e uma calça com o fundilho no joelho para se tornar MANO CLEY. Verdade que o RIPIRRÓPI tinha até uma ideologiazinha e tal, valores e etceteras. Mas aquilo era demais pra cabeça de MANO CLEY, que não hesitou e resolveu entrar no crime. “Metê o Banco do Brasil, tá ligado ? É nói!!”. E foi sozinho por causa de que o lance é ladrão só, puta só. Acabou sendo preso por uma VIGILANTA do banco, ficou preso na porta detectora de metais. “Caray, maluco !! Rodei !!”. Chegando na delegacia e sendo interrogado pelo delegado, respondeu aos prantos:
-OS MANO, DEMASIADAMENTE, OS MANO.
E é.
Tudo nessa vida é passageiro

-faz parte desse ofício registrar B.O nas D.P’s…

-uma CELEBRIDADE colostomizada.
Quando o CARRO (ônibus no jargão rodoviário) passava na tijuca, ali pela Haddock Lôbo, sempre tinha mendigo querendo entrar. Eu barrava sumariamente (sempre fui bom nisso) e pedia pro PILOTO fechar a porta de trás (nesse tempo entrava por trás saia pela frente). Numa dessas dei mole, e um mendigo entrou. Logo pedi pro MOTÓRA fechar a porta, enquanto desferia um SOLÃO DE PÉ no meio dos peitos do indigente, BUMFIGHT. Só que a criatura ficou presa na porta. E pro meu azar, ESGUICHOU um líquido viscoso de seu abdômen, COLORAÇÃO CÁQUI, uma parte no meu tornozelo (meia social) e GRANDE PARTE nas escadas do BURZUM. Pelo retrovisor o meu CALÉGA assistia e abriu a porta pro mendigo sair/cair e fechou novamente, arrancando dali. Muito humano.Foi quando percebi pelo BUQUÊ que aquele líquido era MERDA MOLE, e da pior qualidade, ácida & espumante. O POBRE-DIABO tinha uma SONDA INTESTINAL ou sei lá o quê. Tivemos que RENDER O CARRO (cancelar a viagem)e passar num posto de gasolina com PISTOLA HIDRÁULICA. Limpei tudo. A meia do pé esquerdo joguei fora. Ao relatar o ocorrido ao Fiscal de Linha, ele GARGALHOU e disse: “…deu mole, mas pega nada não, CHÓQUI(gíria da época), só que vão te zoar PRACARÁLEO daqui pra frente”.




